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Harry Potter: meu novo amor

2014-07-11 20

Não é nenhuma novidade que metade da minha geração ama Harry Potter. Mas, ainda com toda a fama, eu nunca tive em minhas mãos um exemplar do livro, até pouco tempo. No último recesso escolar que tive, resolvi que já era hora de experimentar o clássico, já que todos falam tão bem sobre a J.K. e eu gostei muito dos filmes.

Minha surpresa não foi pouca. O livro acabou saindo melhor do que eu imaginava: não parei de pensar que deveria ter lido antes. Sou apaixonada por fantasia, sempre fui, e Harry Potter é, de longe, uma das melhores histórias de fantasia que li. Sabe quando ouvimos histórias contadas por nossas avós em dias chuvosos? Foi exatamente assim que senti, durante todo o livro.

Nesse primeiro volume da saga, encontramos a história de um menino bruxo cujos pais foram mortos e ele, por um milagre, sobreviveu. Logo no inicio do livro temos essa informação, mas nada além. Nenhum detalhe sobre o ocorrido, o que acaba dando ao livro um ar de mistério.

Harry cresce com os tios e o primo, que detestam todo esse papo de magia e acabam escondendo do menino sua verdadeira origem. Até a chegada de Rúbeo Hagrid, que conta a Harry sua história e leva o garoto para estudar em Hogwarts, onde ele encontra amigos, inimigos, e onde suas aventuras começam.

A narrativa da J.K. é tão incrível que, enquanto lê, você tem a forte impressão de que ela está te contando a história ao pé do ouvido. Como uma lenda antiga. Uma história preciosa e maravilhosa.

J. K. Rowling soube levar o leitor a um universo totalmente mágico e confortável, onde o pequeno Harry é apresentado, ao mesmo tempo que nós leitores, a pessoas e lugares incríveis. Suas aventuras e suas descobertas fazem com que o amor por sua história seja instantâneo. A sensação que tive foi das melhores. Até o livro, em seu estado físico, tornou-se um objeto mágico: eu andava com ele para baixo e para cima, como se houvesse algum segredo raro ali, que eu precisasse guardar.

Para os amantes de fantasia como eu, Harry Potter é, sem dúvida, uma história a ser adorada.

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#SemanaEsther: “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar”

Tudo o que eu tenho para falar sobre o livro da Esther é especial. Quando soube que Lori e Wayne Earl (os pais de Esther) lançariam um livro com os escritos dela, meu coração palpitou. Seria uma maneira de estar mais próxima. Logo que recebi o livro em minhas mãos, não pude controlar minhas emoções: são os pensamentos e palavras da Esther!

Awesome_1392422811308  Comecei a ler o livro assim que recebi, e foi amor imediato. A escrita simples fez com que o tempo voasse enquanto eu lia. O jeito no qual o livro foi dividido ajudou a entender os lados da história maravilhosa ali contada.

O livro foi divido em várias partes, contendo relados de amigos da Esther, de sua médica, de seus pais e partes de seu diário. Além de palavras, o livro traz fotos maravilhosas que mostram o dia a dia dela, seus momentos divertidos na internet e também com os familiares. No livro também estão contidos desenhos feitos pela Esther, muitas vezes usados como presentes para as pessoas que ela amava.

O grande impacto para mim foi a maneira na qual a Esther escrevia: com humor e carinho. Não parecia um daqueles livros que relatam o sofrimento em primeiro lugar, como estou acostumada.

Quando o dia chegar, seja em um, dez ou cem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam “Pobrezinha. É uma pena que ela esteja doente.” Não que vocês façam isso. Pensem em mim e pensem na luz do sol e no quanto aaaamo animais e desenhar coisas bonitas…

(A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Esse livro não é sobre uma garota com câncer que teve uma morte triste. Ela não é uma personagem do câncer. A Esther foi uma menina incrível, cheia de vida, inclusive na hora da sua morte. É um livro sobre essa menina, sobre uma adolescente animada, carinhosa e divertida. Sobre o brilho que ela passava aos outros.

A Esther, apesar de lutar pela vida, aceitou a morte. Ela entendia que uma boa vida não significava quantidade e sim qualidade.  Acreditava que Deus tinha um plano para sua vida e que cada detalhe dela foi merecido e planejado por ele.

Só estou doente no corpo pelo tempo que Deus me quiser na Terra, e quando eu for para o céu vou entender que meu período na Terra era apenas parte do meu tempo, não todo. E que, no segundo em que Deus estiver pronto para que eu vá comemorar com ele, toda a doença vai embora. É isso que me dá esperanças.

(A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

 O livro trata de uma escritora excelente, que escreve sobre dor e alegria com a mesma intensidade; que não tornou-se vítima quando podia. Que não se rebelou nem afundo em tristeza enquanto escrevia sua própria história.

Um dos pontos que mais me chamou atenção foi o fato de Esther ter pouca idade mas entender o mundo como um adulto ou até melhor. A sensatez e sabedoria precoce que ela tinha eram evidentes. A maneira na qual ela via os lados da moeda e tentava entendê-los… Não foi como ler um diário de uma criança ou adolescente, mas como ler os pensamentos de um adulto com uma grande bagagem.

“A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” fala sobre Esther Grace Earl e sua personalidade maravilhosa: carismática, engraçada, sensível e talentosa. É o livro da minha amiga Estee: uma das estrelas mais brilhantes que já conheci… E que nunca se apagará!

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