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#SemanaEsther: Sobre a Esther e a estrela que ela foi.

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Há mais ou menos um ano, quando entrei na comunidade Nerdfighter, ouvi falar sobre Esther Grace Earl. No início, soube que se tratava de uma nerdfither importante para todos, mas as informações pararam por ai. Logo, como a boa curiosa que sou, resolvi pesquisar sobre: eu resolvi conhecê-la.

As minhas fontes de pesquisa disseram que a Esther havia morrido no dia 25 de agosto de 2010, e que inspirou John Green a escrever “A Culpa É Das Estrelas”. A Esther lutou contra um câncer por anos e morreu um tempo depois de completar 16 anos. Ela era uma amiga próxima do John, mobilizou toda a comunidade com sua história e ganhou o coração de todos.

Mesmo com todas as informações que recebi, a Esther ainda parecia uma personagem para mim. Ela nem de longe era real no meu coração. Isso mudou quando assisti ao vídeo do John para o Vlogbrothers:

Foi a partir desse vídeo que comecei a sentir algo em relação a Esther. Em outros textos que li do John sobre a morte da Esther, as palavras foram lindas: ele falou sobre o quão importante ela foi e sobre como a sua morte não deveria ser considerada uma lição de vida, porque continuando viva ela teria muito mais a ensinar.  Foi diante dessas palavras que minha ficha caiu: a Esther não é uma personagem, ela foi uma menina como eu. Apenas uma menina.

A Esther mantinha um canal no YouTube cujos vídeos comecei a assistir. Ela não era comum. Era uma estrela. A alegria que passa nos vídeos é incrível. Contagiante. Fora as características físicas, não parecia doente. A alma não estava.

Esther me cativou de uma maneira extraordinária, levando em conta que são apenas vídeos. Mas o brilho dela não se importa com essas barreiras. Eu pude conhecê-la.

Como uma amante de boas palavras, ela era fã de Harry Potter. Seu amor pela saga era gigante e foi através dele que conheceu o John Green.

Outros de seus amores eram os gatos, sua família e Deus, como ela mesma disse várias vezes em seu diário:

“Coisas pelas quais agradeço:

– meus gatos!

– minha família!

– máquinas de oxigênio

– ar-condicionado

– peso

– Deus

– nossa casa”

(Esther Earl, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Ela era amorosa com todos os membros de sua família e os considerava como amigos íntimos.

“Ela falou sobre ter toda a família a seu redor, ficar de mãos dadas com eles, sentindo-se conectada àquelas pessoas que a amavam infinitamente. Usou essa palavra ao se referir, em certo momento, ao amor que sintia pela família: “infinito”; e pensei que infinito não é a mesma coisa que um grande número. É totalmente diferente. É algo ilimitado.”

(John Green, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Durante essa semana, farei postagens relacionadas a essa menina amorosa, diferente e carismática. A minha intenção é apresentar uma menina única, como qualquer adolescente é. Não serão postagens sobre uma menina com câncer. Serão postagens sobre a Esther e o seu livro, que com toda certeza, cativarão seu coração.

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Ao meu novo projeto de fotografia

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Eu sempre quis ter um projeto de fotografia. Era um dos meus planos para 2014. Finalmente estou colocando em prática, mas ainda melhor: não estou sozinha. Minhas melhores amigas estão comigo.

Eu, a Andreza e a Rafaela, há um tempo, criamos um grupo no whatsapp chamado “rar”. A intenção foi brincar com as inicias dos nossos nomes e a sigla usada na informática. Desde então nos denominamos “rar”.

O projeto de fotografia leva o nome de “Photo.rar”, para marcar a nossa união nesse desafio: será uma foto, com um determinado tema, para cada dia do mês. Cada uma tira uma. No dia que quiser, desde que no final do mês, esteja com todas as fotos tiradas.

Criamos um tumblr ontem para compartilhar nossas experiências. Com direito a playlist com músicas amadas e lindas.

Por enquanto são apenas duas fotos. Uma minha e uma da Rafa. Com o tema “Cheiro”.

Que tal conferir? Photo.rar

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Sobre a beleza que realmente importa

O professor de teatro da minha escola compartilhou um vídeo no Facebook que me deixou intrigada. O título do link era “Você nunca mais vai ver clipes da mesma maneira depois de assistir isso.”. Eu cliquei logo de cara no link, sem medo de vírus, porque sou uma pessoa curiosa.

Ao ver o vídeo me deparei com um dos melhores clipes que eu já assisti, pois é nada menos que um manifesto ao esteriótipo e a beleza que vemos nas revistas. A cantora Boggie conseguiu passar uma mensagem tão “abafada” pela sociedade de uma maneira impactante.

Eu pesquisei a música, cujo título é “Nouveau Parfum” (Novo Perfume, em francês), na internet e achei a tradução, que passa uma ideia bem parecida com a do clipe: “Eu não sou seu produto de beleza, preciosidade. Eles não podem me mudar.”.

Quantas vezes desejamos nos parecer com alguém famoso, com alguém bonito? Quantas vezes nos deixamos levar pelo novo perfume da coleção ou a bolsa da moda? Toda essa obsessão é um reflexo do que vemos na TV todos os dias. Mulheres bonitas, bem vestidas, perfeitas. E mesmo sabendo que devemos em primeiro lugar nos preocupar com a mente e alma, nos pegamos ansiando tal beleza.

O desejo (na maioria das vezes) inconsciente é como um parasita: quando não parecemos bonitas nos sentimos triste e comparadas a lixo. Ficamos sem vontade de sair ou aparecer em público, porque não nos encaixamos. E quando esse complexo é somado a falta de um namorado, simplesmente desprezamos a nossa existência.

“Quem disse que para ser bonita tem que se parecer com uma modelo?” A televisão disse; suas amigas disseram; as revistas disseram; a sociedade disse. E você, querendo ou não, aprendeu. Eu também aprendi. É triste mas é a verdade.

Eu aprendi faz algum tempo que “beleza” é um conceito totalmente relativo e que muda a vida toda. Também aprendi que beleza é um conjunto de características que agradam determinada pessoa. E eu tenho tentado agradar a mim mesma. É a minha escolha. Porque cada um pensa de um jeito e se eu tentar me encaixar no conceito de beleza de todo mundo vou acabar me perdendo. Eu não preciso de um rosto simétrico para ser bonita. Eu não preciso de olhos azuis e cabelos lisos. Eu não preciso de um vestido caro ou um perfume importado. Porque para mim beleza não é isso. Beleza é ser uma boa pessoa. Ser amável, humilde, paciente, gentil.  Beleza é ser, não ter.

E para você, o que é beleza?

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Sem rótulos

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Estive pensando sobre meus preconceitos. Sobre essa história de colocar todo mundo numa caixinha pré definida. “Fulano é poser.”, “Fulano é favelado.”, “Fulano é sem noção.”. Poxa, chega disso. Eu já tenho dezesseis anos e vivo tentando ser uma pessoa melhor. Isso já deveria ter passado, não acha? É triste demais ver essa hipocrisia. Ser uma pessoa melhor não é nem parecido com isso. 

Quero olhar para as pessoas e conhecê-las. Estou cansada dos meus conceitos precipitados. Eu quero conhecer pessoas. E de verdade. Não só porque vivo como uma hipócrita. Eu quero deixar de enxergar o mundo como o sistema. Nós não precisamos de rótulos.

Mais uma promessa para 2014: deixar de enxergar as pessoas como um adjetivo ambulante. Mas enxergá-las como um conjunto deles. E respeitá-las por isso.

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Lost of love

Ontem eu estava afim de ver aqueles filmes teens bem clichês, sabe? Fui correndo no google pesquisar “Filmes românticos para adolescentes”, meu momento decadência. Mas valeu. Depois de passar por vários sites que citavam milhares de filmes que eu já vi umas 10 mil vezes, resolvi assistir ao filme LOL (Lola, aqui no brasil) com a Miley Cyrus e Demi Moore. Apesar de não gostar da Miley na música, preciso confessar que ela é boa no cinema.

O filme seguiu aquela mesma linha teen de sempre com um contexto bom, se comparado aos demais da mesma categoria. Mas o que me encantou não foi o roteiro mais ou menos e nem a Miley (ou o par gato dela). O que chamou a atenção foi a trilha sonora. Eu amei as músicas. Todas.

Depois de ouvir a trilha me deu vontade de viajar, me apaixonar, sair por ai dançando, com pássaros fazendo laços no meu vestido, como nos filmes infantis. A verdade é que gostei 90% mais do filme depois disso.

Hoje, pesquisando um pouco mais sobre ele, descobri que existe uma versão francesa original que foi lançada em 2008. Com o mesmo roteiro. Hollywood apenas copiou. Agora estou me preparando para assistir a versão original, ouvindo a trilha sonora do remake e torcendo para que aquele sotaque francês lindo roube meu coração.

Seja como for, esse filme e suas músicas não me deixaram rindo à toa, mas sim perdida de amor.

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Blog novo… De novo.

Ano novo, vida nova, blog novo e vontade velha. Pois é, assim mesmo. Faz anos que tento ter um blog. Desde os 12, quando descobri esse universo fantástico de gente legal escrevendo sobre suas próprias vidas e sobre coisas interessantes. Hoje tenho 16 e estou aqui com o meu mais novo projeto. É preciso ficar bem claro que esse não é o primeiro que crio: já perdi a conta das vezes em que procurei um hospedeiro no google e coloquei meu sonho em prática. Ou pelo menos parte dele.

O fato mesmo é que eu nunca consigo dar continuidade: eu arrumo um nome legal, deixo minha página com uma cara bem fofa, mas na hora do primeiro post eu gelo. Bloqueio criativo. Falta do que falar. Ou qualquer outra maneira de descrever. Eu simplesmente não consigo passar de algumas linhas.

Há outro fato que me incomoda quanto ao meu blog: sobre que merda eu vou falar? Minha vida é totalmente desinteressante; eu não tenho uma câmera para fazer fotografias bacanas; eu não ando na moda e muito menos sei fazer tutorial de decoração.

“A bagunça da minha cabeça é gigante e ela não me deixou ter um blog.”, pronto. Uma boa desculpa para dar aos meus filhos caso eles perguntem sobre. Sem falar que é um bom motivo para matar o meu sonho de ser uma blogueira anônima como nos filmes.

É triste mas é verdade: eu não sei organizar meus pensamentos e ser criativa quando tenho que ser. A prova são os meus tantos blogs abandonados. Daqui a alguns dias esse entra para a lista.

Essa sou eu. Esse é o meu post sobre blogs. E esse é meu blog sobre nada.