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#SemanaEsther: Meninas da TUCCA

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No post de hoje da #SemanaEsther eu resolvi falar um pouco mais sobre as meninas que têm câncer na adolescência e, por conta dele, acabam afetadas quanto a auto-estima. Pesquisei um pouco e encontrei um vídeo da TUCCA (Associação para crianças e adolescentes com câncer) que mostra exatamente o contrário do que eu tinha em mente: meninas fazendo de tudo para não perderem a beleza para o câncer.

Nesse vídeo encontramos Jannyli Avelino, de 10 anos, e Paola Carneiro, de 12, ambas portadoras do câncer, que falam um pouco mais sobre a maneira que encontraram para destacar a beleza:

Ao assistir esse vídeo, não consegui segurar as lágrimas. Metade porque sou emotiva demais e metade porque ele falou muito comigo: quantas vezes eu reclamo do meu cabelo? Digo que é horroroso, chamo de palha de aço e etc. Eu me sinto feia na maioria dos dias porque não tenho um cabelo digno, como as atrizes de cinema. Eu reclamo mas não me imaginaria sem ele.

O cabelo é como sua identidade. Ele molda o seu rosto e faz o papel de ser a sua “cara”. Mostra seu gosto, seu estilo. Imagine, então, perdê-lo. Totalmente. Ser obrigada a raspá-lo por culpa de uma doença que enfraquece o seu corpo e pode te matar… É assustador. E essas meninas, ainda crianças, sentiram isso na pele.

Meu coração se encheu de alegria ao ver o sorriso orgulhoso da Paola no vídeo. Poder mostrar suas criações foi mágico. É perceptível no olhar dela. Essa são umas das situações que me fazem dar valor a todas as coisas que tenho. E amar mais ainda as pessoas que não têm.

As meninas, de certa forma, me lembraram a Esther. Gente como elas me fazem perceber que a vida não é regada pelas coisas que temos. Que dar valor a elas é importante, mas não é o mais importante. Em primeiro lugar vem o amor à vida.

O modo como a Paola falou que não queria ser como as outras pessoas me tocou. Porque quando se tem câncer, ser diferente é inevitável, e as meninas escolheram ser diferentes não pelo câncer, mas por suas personalidades e gostos. É uma das coisas que mais me inspiram na vida: pessoas que sabem fazem muito mais que limonada com os limões que a vida dá.

sadj

Confira a promoção que está rolando no facebook!

 

Ahhhh, dê uma olhadinha nos outros blogs participantes, posso garantir que estão lindos:

Nossos romances adolescentes

Sem serifa

Hey, Random Girl 

Collin´s Calling

Brincando com livros

Livros e vagalumes

Ponto e pula linha

Nem um pouco épico

Eu insisto

 

 

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#SemanaEsther: Sobre a Esther e a estrela que ela foi.

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Há mais ou menos um ano, quando entrei na comunidade Nerdfighter, ouvi falar sobre Esther Grace Earl. No início, soube que se tratava de uma nerdfither importante para todos, mas as informações pararam por ai. Logo, como a boa curiosa que sou, resolvi pesquisar sobre: eu resolvi conhecê-la.

As minhas fontes de pesquisa disseram que a Esther havia morrido no dia 25 de agosto de 2010, e que inspirou John Green a escrever “A Culpa É Das Estrelas”. A Esther lutou contra um câncer por anos e morreu um tempo depois de completar 16 anos. Ela era uma amiga próxima do John, mobilizou toda a comunidade com sua história e ganhou o coração de todos.

Mesmo com todas as informações que recebi, a Esther ainda parecia uma personagem para mim. Ela nem de longe era real no meu coração. Isso mudou quando assisti ao vídeo do John para o Vlogbrothers:

Foi a partir desse vídeo que comecei a sentir algo em relação a Esther. Em outros textos que li do John sobre a morte da Esther, as palavras foram lindas: ele falou sobre o quão importante ela foi e sobre como a sua morte não deveria ser considerada uma lição de vida, porque continuando viva ela teria muito mais a ensinar.  Foi diante dessas palavras que minha ficha caiu: a Esther não é uma personagem, ela foi uma menina como eu. Apenas uma menina.

A Esther mantinha um canal no YouTube cujos vídeos comecei a assistir. Ela não era comum. Era uma estrela. A alegria que passa nos vídeos é incrível. Contagiante. Fora as características físicas, não parecia doente. A alma não estava.

Esther me cativou de uma maneira extraordinária, levando em conta que são apenas vídeos. Mas o brilho dela não se importa com essas barreiras. Eu pude conhecê-la.

Como uma amante de boas palavras, ela era fã de Harry Potter. Seu amor pela saga era gigante e foi através dele que conheceu o John Green.

Outros de seus amores eram os gatos, sua família e Deus, como ela mesma disse várias vezes em seu diário:

“Coisas pelas quais agradeço:

– meus gatos!

– minha família!

– máquinas de oxigênio

– ar-condicionado

– peso

– Deus

– nossa casa”

(Esther Earl, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Ela era amorosa com todos os membros de sua família e os considerava como amigos íntimos.

“Ela falou sobre ter toda a família a seu redor, ficar de mãos dadas com eles, sentindo-se conectada àquelas pessoas que a amavam infinitamente. Usou essa palavra ao se referir, em certo momento, ao amor que sintia pela família: “infinito”; e pensei que infinito não é a mesma coisa que um grande número. É totalmente diferente. É algo ilimitado.”

(John Green, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Durante essa semana, farei postagens relacionadas a essa menina amorosa, diferente e carismática. A minha intenção é apresentar uma menina única, como qualquer adolescente é. Não serão postagens sobre uma menina com câncer. Serão postagens sobre a Esther e o seu livro, que com toda certeza, cativarão seu coração.

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Sem rótulos

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Estive pensando sobre meus preconceitos. Sobre essa história de colocar todo mundo numa caixinha pré definida. “Fulano é poser.”, “Fulano é favelado.”, “Fulano é sem noção.”. Poxa, chega disso. Eu já tenho dezesseis anos e vivo tentando ser uma pessoa melhor. Isso já deveria ter passado, não acha? É triste demais ver essa hipocrisia. Ser uma pessoa melhor não é nem parecido com isso. 

Quero olhar para as pessoas e conhecê-las. Estou cansada dos meus conceitos precipitados. Eu quero conhecer pessoas. E de verdade. Não só porque vivo como uma hipócrita. Eu quero deixar de enxergar o mundo como o sistema. Nós não precisamos de rótulos.

Mais uma promessa para 2014: deixar de enxergar as pessoas como um adjetivo ambulante. Mas enxergá-las como um conjunto deles. E respeitá-las por isso.