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Aparecendo para dizer que eu sumi

Quanto tempo faz que não escrevo nada aqui? Quanto tempo faz que não escrevo nada, para ser mais direta? Nem sei. O mundo vem e vai e as prioridades se perdem tão rápido. Tenho um milhão de coisas para fazer e não sei se vou acabar nem um quarto delas. Começo séries de TV, paro no meio de livros. Nunca termino. Nunca concluo. Quem me conhece sabe: tenho a vida pela metade.

Estou escrevendo agora ao som de uma banda que conheci faz pouco tempo. Uma banda dessas de garagem com aquele som gostoso, sabe? Me lembra tanto minha infância, onde eu dormia no cantinho dos palcos. Era tão bom. Fui tão feliz sendo assim. Eu era criança, mas sabia que lembraria daqueles momentos para sempre.

Antes que alguém pergunte, esse texto é sobre nada. Não sobre O Nada, mas sobre coisa nenhuma. Apenas eu organizando algumas palavras em linhas. Um texto falando que eu sumo mesmo de vez em quando, e faz parte de ser eu. Eu sou assim, preciso voar pra longe às vezes, preciso explorar esse mundo grandão antes que eu, pequenininha, suma de vez.

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#SemanaEsther: Os gostos da Esther

Umas das coisas boas de ler o diário de alguém é que nós ficamos sabendo dos seus gostos mais particulares. Do que a pessoa gosta ou desgosta. E com a Esther não foi diferente!

Gosto de muitas coisas. Gosto de livros, livros com mensagens, mas com humor, ou histórias em quadrinhos. Gosto de filmes, principalmente romances clássicos e comédias, mas gosto dos artísticos e estranhos também. Gosto de música, coisa indie, mas não gosto de gostar de músicas das quais as outras pessoas gostam. [..]  Gosto do silêncio, quando posso ficar parada, e então só fico parada e não faço mais nada. Gosto de vasos de flores que parecem arrumadas sem esforço, todas espalhadas igualmente. Gosto de muitas coisas.

(Esther Earl, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Um dos pontos que eu mais ressalto no livro “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” é que não é um daqueles livros dramáticos sobre o câncer. É uma história triste, é claro. Mas o livro é sobre a Estee, e eu não consigo enxergar tristeza nela. Ela é divertida e gosta de coisas divertidas. Pude observar isso também no seu gosto musical.

A Esther é bem parecida comigo quando o assunto é música: também sou apaixonada por indie e gosto de ter um estilo musical diferente. Ninguém gosta das músicas que eu gosto e isso me deixa alegre.

Lendo “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” achei uma lista de presentes de natal da Esther, e nela estava um CD de Matt and Kim, que eu ainda não conhecia. Resolvi ouvir e agora estou amando.

Ainda com o coração borbulhando, resolvi fazer uma playlist no post de hoje. Com as músicas do Matt & Kim. Como a Esther gostava.

Daylight: 

It’s Alright:

Tonight:

Let’s Go:

Eu amei todas essas músicas que coloquei aqui. E elas servem para conhecer um pouco mais sobre a Estee. A música é essencial para mim e, numa semana sobre a Esther, eu não poderia deixar de falar sobre a música na vida dela. E o bom da história, para mim, foi que o gosto musical dela é compatível com o meu.

sadj

Outros blogs participantes da #SemanaEsther:

Nossos romances adolescentes

Sem serifa

Hey, Random Girl 

Collin´s Calling

Brincando com livros

Livros e vagalumes

Ponto e pula linha

Nem um pouco épico

Eu insisto

 

Vídeo
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Lost of love

Ontem eu estava afim de ver aqueles filmes teens bem clichês, sabe? Fui correndo no google pesquisar “Filmes românticos para adolescentes”, meu momento decadência. Mas valeu. Depois de passar por vários sites que citavam milhares de filmes que eu já vi umas 10 mil vezes, resolvi assistir ao filme LOL (Lola, aqui no brasil) com a Miley Cyrus e Demi Moore. Apesar de não gostar da Miley na música, preciso confessar que ela é boa no cinema.

O filme seguiu aquela mesma linha teen de sempre com um contexto bom, se comparado aos demais da mesma categoria. Mas o que me encantou não foi o roteiro mais ou menos e nem a Miley (ou o par gato dela). O que chamou a atenção foi a trilha sonora. Eu amei as músicas. Todas.

Depois de ouvir a trilha me deu vontade de viajar, me apaixonar, sair por ai dançando, com pássaros fazendo laços no meu vestido, como nos filmes infantis. A verdade é que gostei 90% mais do filme depois disso.

Hoje, pesquisando um pouco mais sobre ele, descobri que existe uma versão francesa original que foi lançada em 2008. Com o mesmo roteiro. Hollywood apenas copiou. Agora estou me preparando para assistir a versão original, ouvindo a trilha sonora do remake e torcendo para que aquele sotaque francês lindo roube meu coração.

Seja como for, esse filme e suas músicas não me deixaram rindo à toa, mas sim perdida de amor.