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Eu até que fiz bastante coisa

Eu até que fiz bastante coisa nos últimos tempos. Fiz mais coisas que eu achava que faria em 6 meses. Não relatei nenhuma delas aqui.
Eu bem que disse há um tempo atrás: eu sumo de vez em sempre. Sumo sem dar satisfação para ninguém. E nesses últimos meses estive sumida daqui, vivendo umas experiências loucas que a vida me deu.
Nem sempre é fácil manter um blog como o que eu quero. Minha ideia inicial nunca foi ter um daqueles espaços cheios de seguidores, que dão dicas sobre como decorar seu quarto, como fazer uma make pra festa…. Esses tipos que vemos todos os dias de todos os jeitos possíveis.
Eu sempre quis outra coisa. Gosto de escrever, e o meu blog é pra isso: um espaço onde eu escrevo sobre um monte de besteiras e quase ninguém (ou ninguém mesmo) lê. É como um diário online. Terão dias que escreverei sobre como certas coisas na sociedade me irritam, outras sobre meu  amor da adolescência.
O que eu quero dizer é que não é um blog dessa nova geração da internet. É antiquado mesmo. Às vezes só vou colocar palavras aqui. Nenhum conteúdo super cool. São só as minhas palavras, que por vezes podem vir acompanhadas de músicas estranhas ou fotos feias que eu mesma tirei ou peguei no google.
Faz 6 meses que deixei de escrever aqui e esse fato não me alegra nem um pouco. Quero tentar manter um ritmo, pelo menos esse ano. Então não vou me importar se vou escrever sobre algo que aconteceu ontem ou no ano passado. Vou apenas colocar palavras. Não espero mesmo ter grande público.
Você sabe, isso aqui é sobre meu amor por colocar palavras pra fora, não sobre ganhar fama e admiradores.

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Harry Potter: meu novo amor

2014-07-11 20

Não é nenhuma novidade que metade da minha geração ama Harry Potter. Mas, ainda com toda a fama, eu nunca tive em minhas mãos um exemplar do livro, até pouco tempo. No último recesso escolar que tive, resolvi que já era hora de experimentar o clássico, já que todos falam tão bem sobre a J.K. e eu gostei muito dos filmes.

Minha surpresa não foi pouca. O livro acabou saindo melhor do que eu imaginava: não parei de pensar que deveria ter lido antes. Sou apaixonada por fantasia, sempre fui, e Harry Potter é, de longe, uma das melhores histórias de fantasia que li. Sabe quando ouvimos histórias contadas por nossas avós em dias chuvosos? Foi exatamente assim que senti, durante todo o livro.

Nesse primeiro volume da saga, encontramos a história de um menino bruxo cujos pais foram mortos e ele, por um milagre, sobreviveu. Logo no inicio do livro temos essa informação, mas nada além. Nenhum detalhe sobre o ocorrido, o que acaba dando ao livro um ar de mistério.

Harry cresce com os tios e o primo, que detestam todo esse papo de magia e acabam escondendo do menino sua verdadeira origem. Até a chegada de Rúbeo Hagrid, que conta a Harry sua história e leva o garoto para estudar em Hogwarts, onde ele encontra amigos, inimigos, e onde suas aventuras começam.

A narrativa da J.K. é tão incrível que, enquanto lê, você tem a forte impressão de que ela está te contando a história ao pé do ouvido. Como uma lenda antiga. Uma história preciosa e maravilhosa.

J. K. Rowling soube levar o leitor a um universo totalmente mágico e confortável, onde o pequeno Harry é apresentado, ao mesmo tempo que nós leitores, a pessoas e lugares incríveis. Suas aventuras e suas descobertas fazem com que o amor por sua história seja instantâneo. A sensação que tive foi das melhores. Até o livro, em seu estado físico, tornou-se um objeto mágico: eu andava com ele para baixo e para cima, como se houvesse algum segredo raro ali, que eu precisasse guardar.

Para os amantes de fantasia como eu, Harry Potter é, sem dúvida, uma história a ser adorada.

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Aparecendo para dizer que eu sumi

Quanto tempo faz que não escrevo nada aqui? Quanto tempo faz que não escrevo nada, para ser mais direta? Nem sei. O mundo vem e vai e as prioridades se perdem tão rápido. Tenho um milhão de coisas para fazer e não sei se vou acabar nem um quarto delas. Começo séries de TV, paro no meio de livros. Nunca termino. Nunca concluo. Quem me conhece sabe: tenho a vida pela metade.

Estou escrevendo agora ao som de uma banda que conheci faz pouco tempo. Uma banda dessas de garagem com aquele som gostoso, sabe? Me lembra tanto minha infância, onde eu dormia no cantinho dos palcos. Era tão bom. Fui tão feliz sendo assim. Eu era criança, mas sabia que lembraria daqueles momentos para sempre.

Antes que alguém pergunte, esse texto é sobre nada. Não sobre O Nada, mas sobre coisa nenhuma. Apenas eu organizando algumas palavras em linhas. Um texto falando que eu sumo mesmo de vez em quando, e faz parte de ser eu. Eu sou assim, preciso voar pra longe às vezes, preciso explorar esse mundo grandão antes que eu, pequenininha, suma de vez.

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#SemanaEsther: Fundação Make-A-Wish

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Quem já leu “A Culpa É Das Estrelas” ou “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar”, provavelmente, ouviu falar sobre a Fundação Make-A-Wish:

A maior parte da animação em nossa casa está por conta do iminente evento da Make-A-Wish. Nossa família e seis amigos especiais da Esther vão ficar em um hotel em Boston de 1º a 5 de julho. As atividades incluem um almoço em um passeio de barco, a visita de uma celebridade (!), uma maratona de filmes do Harry Potter, um show, jogos, vista do sétimo andar dos fogos de artifício no rio Charles e mais! A Esther está EXTREMAMENTE animada…!

(Lori Earl, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

A Make-A-Wish é uma fundação internacional que tem como objetivo realizar desejos de crianças com doenças graves. A missão da fundação é realizar sonhos, fazendo com que a criança tenha um pouco de felicidade a amor num momento difícil da sua vida e que assim tenha forças para combater a doença.

Para nenhuma criança é simples ter uma doença séria como o cancêr, por exemplo. Ter sua vida limitada tão cedo é um choque. Sendo assim, a Make-A-Wish leva esperança a essas crianças, mostrando como as coisas são possíveis quando se acredita. É uma maneira de despertar corações e seus sonhos.

A Fundação Make-A-Wish começou com um garoto chamado Chris Greicius, que tinha o sonho de ser um oficial da polícia. Esse primeiro desejo é contado na página da fundação:

 Durante toda a sua vida, Christopher James Greicius sonhou em ser um oficial de polícia. Mas ele jamais poderia imaginar que seu desejo seria a inspiração para a maior organização realizadora de desejos do mundo. A fundação Make-A-Wish Foundation® traça o seu início ao desejo de um garoto.
Em 1980, o menino de 7 anos Chris Greicius estava em tratamento de Leucemia. Todos os dias, ele sonhava em se tornar um policial.
O oficial de alfândega Tommy Austin era amigo de Chris e sua mãe, Linda Bergendahl- Pauling. Ele prometeu a Chris uma carona em um helicóptero da polícia. Quando a saúde de Chris começou a piorar, Austin entrou em contato com Ron Cox, um oficial do Departamento de Segurança Pública do Arizona e planejou um dia que iria melhorar o astral de Chris.
No dia 29 de Abril de 1980, Austin e um grupo especializado em cuidados especiais iniciaram o dia de Chris com um tour pela cidade com o helicóptero do departamento, que o levou para o quartel general. Três patrulheiros e um oficial motociclista o cumprimentaram antes do encontro com a tropa do Departamento de Segurança Pública (DSP). Lá, Cris fez o juramento como o primeiro patrulheiro honorário do DSP da história.
Mas sua experiência não parou ali. Cox constatou a empresa de fardas John’s Uniforms, que concordou em fazer um uniforme especial para Chris. O dono da loja e duas costureiras trabalharam a noite toda para criar o uniforme. Os oficiais apresentaram a farda oficial para Chris no dia primeiro de Maio e programaram um teste de motociclista para que ele pudesse receber seus pins em forma de asa para colocar em sua farda. Chris passou no teste com ótimas notas em sua motocicleta operada com bateria.
No dia 2 de Maio, Chris estava de volta ao hospital. Ele pediu para arrumarem o quarto de uma maneira que sempre pudesse ver seu uniforme, seu capacete de motociclista e a boina de campanha. O oficial do DSP Frank Shankwitz apresentou ao Chris suas asas de motociclistas. Ele as aceitou com um sorriso que iluminou o quarto.
No dia seguinte, Chris veio a falecer, mas não sem antes ter visto seu sonho se tornar realidade e experimentar a esperança, a força e a alegria de ter um desejo seu realizado.

A Make-A-Wish é uma das fundações mais lindas que já vi. Sempre que penso nela me emociono. São pessoas que fazem o bem para crianças cuja esperança estava perdida. É uma maneira de cultivar o amor e a alegria. É lindo ver que ainda tem gente no mundo preocupada com os outros. É um dos motivos pelos quais eu continuo acreditando na humanindade.

sadj

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#SemanaEsther: Os gostos da Esther

Umas das coisas boas de ler o diário de alguém é que nós ficamos sabendo dos seus gostos mais particulares. Do que a pessoa gosta ou desgosta. E com a Esther não foi diferente!

Gosto de muitas coisas. Gosto de livros, livros com mensagens, mas com humor, ou histórias em quadrinhos. Gosto de filmes, principalmente romances clássicos e comédias, mas gosto dos artísticos e estranhos também. Gosto de música, coisa indie, mas não gosto de gostar de músicas das quais as outras pessoas gostam. [..]  Gosto do silêncio, quando posso ficar parada, e então só fico parada e não faço mais nada. Gosto de vasos de flores que parecem arrumadas sem esforço, todas espalhadas igualmente. Gosto de muitas coisas.

(Esther Earl, A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Um dos pontos que eu mais ressalto no livro “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” é que não é um daqueles livros dramáticos sobre o câncer. É uma história triste, é claro. Mas o livro é sobre a Estee, e eu não consigo enxergar tristeza nela. Ela é divertida e gosta de coisas divertidas. Pude observar isso também no seu gosto musical.

A Esther é bem parecida comigo quando o assunto é música: também sou apaixonada por indie e gosto de ter um estilo musical diferente. Ninguém gosta das músicas que eu gosto e isso me deixa alegre.

Lendo “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” achei uma lista de presentes de natal da Esther, e nela estava um CD de Matt and Kim, que eu ainda não conhecia. Resolvi ouvir e agora estou amando.

Ainda com o coração borbulhando, resolvi fazer uma playlist no post de hoje. Com as músicas do Matt & Kim. Como a Esther gostava.

Daylight: 

It’s Alright:

Tonight:

Let’s Go:

Eu amei todas essas músicas que coloquei aqui. E elas servem para conhecer um pouco mais sobre a Estee. A música é essencial para mim e, numa semana sobre a Esther, eu não poderia deixar de falar sobre a música na vida dela. E o bom da história, para mim, foi que o gosto musical dela é compatível com o meu.

sadj

Outros blogs participantes da #SemanaEsther:

Nossos romances adolescentes

Sem serifa

Hey, Random Girl 

Collin´s Calling

Brincando com livros

Livros e vagalumes

Ponto e pula linha

Nem um pouco épico

Eu insisto

 

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#SemanaEsther: Meninas da TUCCA

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No post de hoje da #SemanaEsther eu resolvi falar um pouco mais sobre as meninas que têm câncer na adolescência e, por conta dele, acabam afetadas quanto a auto-estima. Pesquisei um pouco e encontrei um vídeo da TUCCA (Associação para crianças e adolescentes com câncer) que mostra exatamente o contrário do que eu tinha em mente: meninas fazendo de tudo para não perderem a beleza para o câncer.

Nesse vídeo encontramos Jannyli Avelino, de 10 anos, e Paola Carneiro, de 12, ambas portadoras do câncer, que falam um pouco mais sobre a maneira que encontraram para destacar a beleza:

Ao assistir esse vídeo, não consegui segurar as lágrimas. Metade porque sou emotiva demais e metade porque ele falou muito comigo: quantas vezes eu reclamo do meu cabelo? Digo que é horroroso, chamo de palha de aço e etc. Eu me sinto feia na maioria dos dias porque não tenho um cabelo digno, como as atrizes de cinema. Eu reclamo mas não me imaginaria sem ele.

O cabelo é como sua identidade. Ele molda o seu rosto e faz o papel de ser a sua “cara”. Mostra seu gosto, seu estilo. Imagine, então, perdê-lo. Totalmente. Ser obrigada a raspá-lo por culpa de uma doença que enfraquece o seu corpo e pode te matar… É assustador. E essas meninas, ainda crianças, sentiram isso na pele.

Meu coração se encheu de alegria ao ver o sorriso orgulhoso da Paola no vídeo. Poder mostrar suas criações foi mágico. É perceptível no olhar dela. Essa são umas das situações que me fazem dar valor a todas as coisas que tenho. E amar mais ainda as pessoas que não têm.

As meninas, de certa forma, me lembraram a Esther. Gente como elas me fazem perceber que a vida não é regada pelas coisas que temos. Que dar valor a elas é importante, mas não é o mais importante. Em primeiro lugar vem o amor à vida.

O modo como a Paola falou que não queria ser como as outras pessoas me tocou. Porque quando se tem câncer, ser diferente é inevitável, e as meninas escolheram ser diferentes não pelo câncer, mas por suas personalidades e gostos. É uma das coisas que mais me inspiram na vida: pessoas que sabem fazem muito mais que limonada com os limões que a vida dá.

sadj

Confira a promoção que está rolando no facebook!

 

Ahhhh, dê uma olhadinha nos outros blogs participantes, posso garantir que estão lindos:

Nossos romances adolescentes

Sem serifa

Hey, Random Girl 

Collin´s Calling

Brincando com livros

Livros e vagalumes

Ponto e pula linha

Nem um pouco épico

Eu insisto

 

 

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#SemanaEsther: “A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar”

Tudo o que eu tenho para falar sobre o livro da Esther é especial. Quando soube que Lori e Wayne Earl (os pais de Esther) lançariam um livro com os escritos dela, meu coração palpitou. Seria uma maneira de estar mais próxima. Logo que recebi o livro em minhas mãos, não pude controlar minhas emoções: são os pensamentos e palavras da Esther!

Awesome_1392422811308  Comecei a ler o livro assim que recebi, e foi amor imediato. A escrita simples fez com que o tempo voasse enquanto eu lia. O jeito no qual o livro foi dividido ajudou a entender os lados da história maravilhosa ali contada.

O livro foi divido em várias partes, contendo relados de amigos da Esther, de sua médica, de seus pais e partes de seu diário. Além de palavras, o livro traz fotos maravilhosas que mostram o dia a dia dela, seus momentos divertidos na internet e também com os familiares. No livro também estão contidos desenhos feitos pela Esther, muitas vezes usados como presentes para as pessoas que ela amava.

O grande impacto para mim foi a maneira na qual a Esther escrevia: com humor e carinho. Não parecia um daqueles livros que relatam o sofrimento em primeiro lugar, como estou acostumada.

Quando o dia chegar, seja em um, dez ou cem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam “Pobrezinha. É uma pena que ela esteja doente.” Não que vocês façam isso. Pensem em mim e pensem na luz do sol e no quanto aaaamo animais e desenhar coisas bonitas…

(A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

Esse livro não é sobre uma garota com câncer que teve uma morte triste. Ela não é uma personagem do câncer. A Esther foi uma menina incrível, cheia de vida, inclusive na hora da sua morte. É um livro sobre essa menina, sobre uma adolescente animada, carinhosa e divertida. Sobre o brilho que ela passava aos outros.

A Esther, apesar de lutar pela vida, aceitou a morte. Ela entendia que uma boa vida não significava quantidade e sim qualidade.  Acreditava que Deus tinha um plano para sua vida e que cada detalhe dela foi merecido e planejado por ele.

Só estou doente no corpo pelo tempo que Deus me quiser na Terra, e quando eu for para o céu vou entender que meu período na Terra era apenas parte do meu tempo, não todo. E que, no segundo em que Deus estiver pronto para que eu vá comemorar com ele, toda a doença vai embora. É isso que me dá esperanças.

(A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar)

 O livro trata de uma escritora excelente, que escreve sobre dor e alegria com a mesma intensidade; que não tornou-se vítima quando podia. Que não se rebelou nem afundo em tristeza enquanto escrevia sua própria história.

Um dos pontos que mais me chamou atenção foi o fato de Esther ter pouca idade mas entender o mundo como um adulto ou até melhor. A sensatez e sabedoria precoce que ela tinha eram evidentes. A maneira na qual ela via os lados da moeda e tentava entendê-los… Não foi como ler um diário de uma criança ou adolescente, mas como ler os pensamentos de um adulto com uma grande bagagem.

“A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar” fala sobre Esther Grace Earl e sua personalidade maravilhosa: carismática, engraçada, sensível e talentosa. É o livro da minha amiga Estee: uma das estrelas mais brilhantes que já conheci… E que nunca se apagará!

sadj

Confira os demais blogs participantes:

Nossos romances adolescentes

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